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Publicação: 25/11/2009

Cresce proporção de mortes violentas entre mulheres, afirma IBGE



A proporção de mortes violentas entre mulheres mais jovens cresceu nos últimos dez anos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ao mesmo tempo, esse tipo de óbito entre os homens da mesma faixa etária -- 15 a 24 anos -- manteve-se praticamente estável.

Em 2008, 34,1% das mortes violentas ocorriam entre mulheres de 15 a 24 anos; em 1998, essa proporção era de 32,7%. As mortes violentas estão relacionadas a homicídios, suicídios e acidentes de trânsito.

Entre as regiões do país, no Sul constatou-se que 39,4% das mortes violentas entre mulheres foram observadas entre os mais jovens. No Sudeste, essa proporção chegou a 37,6%, bem acima do Norte, onde 27,8% das mortes violentas entre mulheres foram notadas na parcela mais nova.

Já entre os homens, 67,5% da mortes violentas, no ano passado, foram registrados entre indivíduos de 15 a 24 anos. Em 98, 67,8% das mortes violentas entre homens eram verificadas na mesma faixa etária.

Na observação de cada região, a maior proporção fica no Sudeste, onde 74% das mortes violentas entre homens ocorreram entre os mais jovens. O Espírito Santo registrou, em 2008, a maior proporção de óbitos violentos na classe mais nova, que significaram 78,6% da totalidade. São Paulo, com 77,2% do total, e Mato Grosso, com 72,6%, vêm logo a seguir.

No Norte, as mortes violentas entre indivíduos de 15 a 24 anos representaram 56,5% do total. "As informações sobre mortes por causas externas nos levam a inferir que a mortalidade violenta, particularmente entre os homens, é extremamente elevada, apesar da tendência de início de declínio observado a partir de 2002", assinala o IBGE, no relatório sobre as "Estatísticas do Registro Civil 2008".

Ao todo, 14,7% das mortes entre homens tiveram causa violenta, no ano passado. Já entre as mulheres, essa proporção não passou de 3,8% do total. Em 1998, causas violentas significaram 16% das mortes entre homens, e 4,5% entre as mulheres.

Fonte: Folha


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