A espécie se concentra em várias regiões de florestas, principalmente no cerrado e no Pantanal.
A estação é de muito alvoroço nas copas das árvores. As araras azuis estão em plena temporada de acasalamento. As maiores araras do planeta aproveitam a fartura do cerrado para comer e alimentar os filhotes. Muitos ainda não aprenderam a voar e passam os dias sob o olhar atento das mães.
Os ninhos são feitos em tocas, no alto de penhascos, a 100 metros de altura, estratégia para se defender dos caçadores. Mesmo sendo um enorme desafio qualquer aproximação com os ninhos, as araras azuis estão cada vez mais ameaçadas de extinção por causa da cobiça de traficantes internacionais de animais silvestres.
Por causa do tamanho e da plumagem, as araras azuis estão entre as aves brasileiras mais disputadas pelo tráfico de animais silvestres. Um negócio criminoso, que movimenta cerca de R$ 10 bilhões. Só é menor que contrabando de armas e de drogas.
A espécie se concentra em várias regiões de florestas, principalmente no Pantanal e no cerrado, há registros nos estados do Pará, Piauí e Tocantins. A criação do Parque Nacional das Nascentes do Parnaíba, há cerca de oito anos, fez surgir um imenso refúgio para as araras azuis no extremo sul do Maranhão. Após a medida, houve redução de tráfego, diminuiu o roubo de ovos e o número de filhotes, esse ano, fez aumentar a algazarra. Mas o risco de extinção ainda é grande.
“Existe muito tráfico dessa espécie ainda no Brasil e para o exterior. O tráfego é muito intenso”, comenta uma especialista.
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